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Zubeldía Detalha Estratégia de Substituições e Valoriza Castillo em Vitória do Fluminense
Por Redação FutVitória em 21/03/2026 22:41
A recente conquista do Fluminense, que superou o Atlético-MG por 1 a 0 no Maracanã, trouxe à tona discussões importantes sobre as decisões táticas de Luis Zubeldía. Dois pontos cruciais dominaram a análise pós-jogo do treinador: a manutenção de Rodrigo Castillo como titular e a gestão do tempo nas substituições. Castillo, autor do único gol da partida, permaneceu em campo durante todo o confronto, assim como a maioria dos jogadores que iniciaram o jogo, o que naturalmente gerou questionamentos em sua coletiva.
Decisão por Castillo: Contexto e Desgaste Ponderados
Ao abordar a escolha de escalar Rodrigo Castillo desde o princípio, Zubeldía conectou a decisão ao perfil do elenco e ao acúmulo de partidas recentes. Ele destacou que, mesmo diante de características distintas em relação a outros atacantes, como John Kennedy, a estratégia visava atender às necessidades específicas do momento. "Certo que pode ter uma diferença de característica (com John Kennedy), mas é o que buscamos. No ano passado, Everaldo era diferente de John Kennedy, que era diferente de Cano", comentou o técnico.
O treinador ressaltou a importância de Castillo para a equipe, especialmente em situações de bola parada. "Estrear de titular e fazer um gol é ótima notícia. Enfrentamos uma equipe que tinha muita inversão, bons jogadores, que não precisava dominar o jogo para ganhar. Hoje sentimos que era o momento de Castillo pelo contexto e porque John vinha de um desgaste físico importante. Castillo foi importante também pelo tema bola parada", avaliou o comandante.
Gestão de Substituições: Timing e Condição Física em Foco
A mesma lógica de raciocínio, centrada no desgaste físico dos atletas, foi empregada por Zubeldía para justificar a demora na efetivação das substituições. A entrada conjunta de Ganso, Alisson, Soteldo e Serna apenas aos 40 minutos do segundo tempo foi resultado de uma observação contínua do desempenho em campo. "As vezes fazemos substituições no intervalo, aos 10?, aos 40?, como hoje… Uma coisa é estar um pouco cansado mas estar no timing da partida, e outra coisa é estar cansado e não estar no timing. Quando vejo que o jogador está cansado mas continua no timing, não tem porque substituir. A não ser que a característica seja a mesma", explicou.
Zubeldía detalhou ainda a complexidade por trás dessas escolhas, enfatizando a importância das características dos jogadores em campo e em potencial substituição. "Se Lucho estivesse no banco e Savarino em campo, teríamos características semelhantes. Se não for, é muito difícil para quem entra. Por isso hoje os câmbios foram no fim, porque senti o cansaço dos jogadores. No último jogo (Vasco), todas as alterações foram por pedidos dos jogadores. Essa lógica pode mudar dependendo do contexto, dependendo do timing do jogo… ", pontuou.
Ele concluiu sua explicação destacando a necessidade de manter jogadores em condições ideais para suportar a intensidade do jogo, especialmente quando parte do elenco já acumula uma sequência considerável de partidas. "Três dos quatro jogadores da frente estão em uma sequência grande de jogos. Por que jogaram os laterais frescos? Porque alguém dos lados dos campos precisava estar frescos para aguentar o jogo. Se eu jogo com Renê e Samuel, eu perderia duas substituições quando o Atlético mudasse no decorrer do jogo", finalizou.
Posição do Fluminense no Campeonato Brasileiro
Com o resultado positivo, o Tricolor alcançou a marca de 16 pontos em oito partidas disputadas, assumindo temporariamente a terceira colocação na tabela do Brasileirão. A manutenção desta posição dependerá do desfecho do confronto entre Bahia e Remo, agendado para este domingo (22), às 16h, no Mangueirão.
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