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Zubeldía detalha estratégia de jogo: titularidade de Castillo e timing nas substituições em vitória do Fluminense
Por Redação FutVitória em 21/03/2026 22:42
A recente vitória do Fluminense sobre o Atlético-MG, por 1 a 0, no Maracanã, foi marcada por decisões táticas importantes de Luis Zubeldía, que detalhou suas escolhas em relação à escalação de Rodrigo Castillo e ao momento das substituições. O atacante, autor do gol decisivo, permaneceu em campo durante toda a partida, assim como a maior parte da formação titular, levantando questionamentos que foram abordados pelo técnico em coletiva.
A Importância de Castillo na Estratégia de Zubeldía
Ao abordar a decisão de escalar Rodrigo Castillo desde o início, Zubeldía fez uma conexão direta com o perfil do elenco e o desgaste físico acumulado pelos atletas. Ele destacou a variedade de características dentro do grupo, comparando a situação com a de outros jogadores em temporadas anteriores. "Certo que pode ter uma diferença de característica (com John Kennedy), mas é o que buscamos. No ano passado, Everaldo era diferente de John Kennedy, que era diferente de Cano", explicou o treinador.
"Estrear de titular e fazer um gol é ótima notícia. Enfrentamos uma equipe que tinha muita inversão, bons jogadores, que não precisava dominar o jogo para ganhar. Hoje sentimos que era o momento de Castillo pelo contexto e porque John vinha de um desgaste físico importante. Castillo foi importante também pelo tema bola parada", avaliou Zubeldía, evidenciando a multifuncionalidade do jogador em campo.
O Timing das Substituições: Uma Análise Tática
A mesma lógica de raciocínio, fundamentada no gerenciamento do desgaste, foi aplicada por Zubeldía para justificar a demora nas substituições. A entrada conjunta de Ganso, Alisson, Soteldo e Serna, ocorrida apenas aos 40 minutos do segundo tempo, foi resultado de uma observação contínua do desempenho dos atletas em campo. O treinador explicou que a decisão de substituir um jogador não se baseia apenas no cansaço, mas também na sua capacidade de se manter relevante no ritmo da partida.
"As vezes fazemos substituições no intervalo, aos 10?, aos 40?, como hoje? Uma coisa é estar um pouco cansado mas estar no timing da partida, e outra coisa é estar cansado e não estar no timing. Quando vejo que o jogador está cansado mas continua no timing, não tem porque substituir. A não ser que a característica seja a mesma", argumentou Zubeldía.
Ele prosseguiu, detalhando como a similaridade de características entre jogadores pode influenciar a dinâmica das substituições. "Se Lucho estivesse no banco e Savarino em campo, teríamos características semelhantes. Se não for, é muito difícil para quem entra. Por isso hoje os câmbios foram no fim, porque senti o cansaço dos jogadores. No último jogo (Vasco), todas as alterações foram por pedidos dos jogadores. Essa lógica pode mudar dependendo do contexto, dependendo do timing do jogo? ", e concluiu:
"Três dos quatro jogadores da frente estão em uma sequência grande de jogos. Por que jogaram os laterais frescos? Porque alguém dos lados dos campos precisava estar frescos para aguentar o jogo. Se eu jogo com Renê e Samuel, eu perderia duas substituições quando o Atlético mudasse no decorrer do jogo".
Fluminense no Campeonato Brasileiro
Com este resultado positivo, o Tricolor alcançou a marca de 16 pontos em oito partidas disputadas. A equipe se posiciona atualmente na terceira colocação da tabela de classificação. A manutenção desta posição dependerá do desfecho do confronto entre Bahia e Remo, agendado para este domingo, às 16h, no Mangueirão.
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