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Vitória renova com Erick e Baralhas: veja detalhes do elenco 2026
Por Redação FutVitória em 26/12/2025 17:25
Segurança nas laterais: a manutenção de Ramon e Jamerson
O planejamento do Vitória para as próximas temporadas começa pelo setor defensivo, onde a diretoria priorizou a estabilidade das alas. Jamerson, que iniciou o último ciclo como dono absoluto da posição, teve sua trajetória interrompida por uma grave lesão ligamentar no tornozelo direito durante o confronto contra o Cruzeiro, ainda na 12ª rodada do certame nacional. Até aquele momento, o defensor acumulava 25 atuações, com um gol marcado e um passe para finalização convertido em assistência.
Diante da ausência forçada de Jamerson, a cúpula rubro-negra buscou Ramon junto ao Internacional por meio de um empréstimo. O atleta não apenas supriu a carência, como demonstrou uma solidez defensiva que convenceu prontamente o corpo técnico. Em seus 18 compromissos disputados, Ramon exibiu um equilíbrio tático que acelerou os trâmites para sua aquisição definitiva, garantindo que o setor não sofra com a carência de opções qualificadas no futuro próximo.
A decisão de manter ambos os laterais reflete uma postura de reconhecimento ao desempenho individual e à necessidade de evitar lacunas no plantel. Com os acordos encaminhados e pendentes apenas de formalidades burocráticas para o anúncio, o clube sinaliza que a continuidade é o caminho escolhido para sustentar o nível competitivo na elite do futebol brasileiro.
Gabriel Baralhas e a consolidação do meio-campo
No setor central, a permanência de Gabriel Baralhas é vista como um movimento estratégico para preservar a identidade tática da equipe. O volante, que se integrou ao grupo no início de 2025, tornou-se rapidamente uma das referências de liderança e regularidade. Ao longo de 46 partidas, Baralhas não apenas cumpriu funções defensivas, como também se mostrou efetivo no ataque, balançando as redes em cinco oportunidades e servindo seus companheiros três vezes.
A complexidade da negociação envolvia a divisão dos direitos econômicos do jogador, que estavam fatiados entre uma equipe de Goiás (detentora de 70%) e o Internacional (com os 30% restantes). A diretoria do Leão optou por um vínculo de três temporadas, assegurando que um dos motores do time permaneça sob contrato longo, o que confere maior segurança ao planejamento técnico do treinador para os desafios que virão em 2026.
Abaixo, apresentamos os dados consolidados dos principais atletas que tiveram seus vínculos estendidos ou encaminhados para a próxima temporada:
| Atleta | Posição | Partidas | Gols | Assistências |
|---|---|---|---|---|
| Gabriel Baralhas | Volante | 46 | 5 | 3 |
| Erick | Atacante | 38 | 3 | 5 |
| Jamerson | Lateral | 25 | 1 | 1 |
| Ramon | Lateral | 18 | 0 | 0 |
O alto investimento para assegurar a permanência de Erick
A renovação de Erick foi, sem dúvida, o capítulo mais oneroso e disputado desta fase de planejamentos. O atacante, peça-chave no esquema ofensivo com 38 jogos e participação direta em oito gols, despertou o interesse voraz do Coritiba. A concorrência paranaense elevou o sarrafo financeiro, apresentando uma proposta de R$ 5,5 milhões, superando a oferta inicial do Vitória , que girava em torno de R$ 5 milhões.
Para não perder o atleta, a gestão rubro-negra precisou realizar um aporte financeiro considerável, atingindo a marca de R$ 7 milhões para selar o negócio por três anos. O fato de Erick ter se transferido ao São Paulo sem custos de aquisição em 2024 foi um fator que permitiu ao Vitória encontrar o fôlego financeiro necessário para cobrir as ofertas rivais e garantir o atacante em seu elenco definitivo.
A cúpula do clube enxerga em Erick não apenas um retorno técnico imediato, mas também um ativo com potencial de valorização futura. Sua identificação com a torcida e o papel determinante na manutenção do time na Série A foram os pilares que sustentaram o esforço financeiro, evitando que o ataque sofresse uma baixa significativa para o próximo ciclo.
Estratégia institucional e foco na continuidade técnica
O conjunto dessas movimentações revela um Vitória mais maduro no mercado da bola. Ao garantir a espinha dorsal com Baralhas, Erick, Ramon e Jamerson, o clube foge da armadilha das reformulações completas que costumam fragilizar equipes em transição de temporada. A manutenção da elite nacional serviu como o combustível financeiro e institucional necessário para que essas tratativas avançassem sem percalços maiores.
O objetivo central da diretoria é reduzir o nível de improvisação no futebol profissional. Com contratos mais longos e a permanência de jogadores adaptados ao ambiente do clube, a expectativa é de que o Vitória entre em 2026 com uma base sólida e entrosada. O equilíbrio entre a responsabilidade fiscal e a necessidade de investimento técnico parece ditar o ritmo das decisões no Barradão, priorizando a consistência em detrimento de apostas incertas.
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