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Vitória Respira: Ventura Revela Alívio e Estratégias Após Vitória Vital no Barradão
Por Redação FutVitória em 29/11/2025 20:04
O Esporte Clube Vitória conquistou um respiro significativo em sua jornada contra o rebaixamento, ao superar o Mirassol por 2 a 0 em partida válida pela 36ª rodada do Campeonato Brasileiro. Os gols de Lucas Halter e Matheuzinho, um em cada tempo de jogo, selaram o triunfo no Barradão, impulsionando o Rubro-Negro para a 15ª posição com 42 pontos, um a mais que Santos e Internacional.
A vitória não apenas garantiu três pontos vitais, mas também reforçou a confiança do elenco e da comissão técnica. O resultado posiciona o Vitória em uma situação mais confortável, dependendo exclusivamente de suas próprias forças nos confrontos restantes para assegurar a permanência na elite do futebol nacional.
O Alívio Pós-Triunfo e a Atmosfera do Barradão
Em entrevista coletiva concedida após o embate, o treinador Jair Ventura expressou um sentimento de "alívio" diante do desfecho positivo. Ele fez questão de ressaltar a dificuldade de enfrentar o Mirassol, uma equipe consolidada no G-4 do Brasileirão, elogiando a consistência do trabalho do adversário, que "enfrentei em 2023 com o Mozart e era o mesmo jeito de jogar. O Ronald trabalhou lá. Clube sério, que honra com os compromissos e investe em estrutura".
"Muito difícil de marcar, mas nossa atmosfera hoje foi maravilhosa. Mais uma vez nossa torcida nos empurrou".
Ventura sublinhou a importância da sinergia entre torcida, comissão técnica, jogadores e diretoria para que os objetivos sejam alcançados. A vibração de todos no banco de reservas e o apoio massivo da torcida, que lotou os ingressos, foram elementos cruciais para o desempenho da equipe. O técnico também destacou a solidez defensiva, com "mais um jogo baliza zero, um gol sofrido em cinco jogos", demonstrando a evolução do sistema defensivo. Apesar de reconhecer a vitória do Santos, um concorrente direto, Ventura reiterou o foco do Vitória em si mesmo: "Mas não nos apegamos a quem vai ficar lá embaixo, mas nós vamos ficar fora. Que a gente possa retribuir à torcida com a permanência".
Desafios Finais: As "Pedreiras" no Caminho
Com a vitória sobre o Mirassol, o Vitória de Jair Ventura se prepara para duas partidas decisivas na reta final da Série A. O primeiro compromisso será na próxima quarta-feira, às 19h (de Brasília), contra o Bragantino, em um jogo atrasado da 34ª rodada, fora de casa. Quatro dias depois, no domingo, o Leão retorna ao Barradão para receber o São Paulo, às 16h (de Brasília).
Vamos enfrentar o Bragantino, de muita qualidade e muitos jovens. Deram muito trabalho no jogo contra o Fortaleza. Vai ser mais uma pedreira. Dentro dessas pedreiras vamos tentando conseguir a permanência".
Ventura classificou esses confrontos como "finais de Copa do Mundo", enfatizando a qualidade dos adversários e a intensidade necessária para cada minuto em campo. A busca pela permanência exige foco total e a capacidade de superar obstáculos consideráveis, vendendo "caro cada minuto, cada jogo, para conseguir nosso objetivo".
Gestão de Elenco: Competitividade e Meritocracia
Ao abordar a gestão do grupo, Jair Ventura destacou a ausência de um time titular pré-definido, promovendo uma competição saudável no dia a dia. "Não está nada definido. Como gestor, não posso definir os 11. Se não viro um entregador de coletes. Nem Kayzer, Halter, Thiago Couto. A briga é no dia a dia", afirmou. Ele citou exemplos de jogadores como Matheuzinho e Kayzer, que entraram e marcaram gols, e a necessidade de atletas como Aitor "acelerar porque Matheuzinho tem entrado bem, Erick e Kayzer também". Essa abordagem, segundo o técnico, mantém todos motivados e engajados, mostrando que "não tem definição e cumpro isso na prática".
O treinador ressaltou a importância de "energia, vontade, raça, luta, competitividade" como pilares de sua filosofia. Ele observou uma mudança na mentalidade da equipe, que antes temia uma virada no final dos jogos e agora demonstra maior confiança. Ventura também falou sobre o trabalho com um elenco que não montou, a necessidade de "individualizar, achar uma maneira de jogar muito rápido", e a realização de "coisas improváveis e tendo resultados muito bons", focando unicamente no objetivo de se livrar do rebaixamento.
A Intensidade do Treinador: Paixão e Liderança no Barradão
Jair Ventura não esconde o desgaste físico e emocional de sua função. "Envelheci demais nesses dois meses", brincou, mencionando o cabelo branco, o estresse e a paixão envolvidos. Ele se descreve como "extremamente competitivo", entregando-se "de corpo e alma" e transmitindo essa paixão aos jogadores. Sua postura efusiva à beira do campo, longe de ser deboche, é reflexo de sua intensidade e comprometimento.
O técnico enfatizou a responsabilidade de lidar com a paixão de uma torcida que "enche estádio, que nos abraça na rua". Ele acredita que "cada contrato tem que ser o contrato da sua vida, o ano da sua vida", incentivando os jogadores a darem o máximo para evitar arrependimentos. Ventura vê seu trabalho no Vitória como uma oportunidade de "dar felicidade à nossa torcida, resgatar atletas, potencializá-los", sentindo prazer em ver seus jogadores valorizados e alcançando seus objetivos.
Tática e Adaptação: Superando o Mirassol e Lições Aprendidas
O treinador detalhou os desafios táticos enfrentados contra o Mirassol, que surpreendeu com uma formação sem centroavante fixo, utilizando Carlos Eduardo e três jogadores de velocidade para atacar as costas da defesa. "No primeiro tempo a gente queria pressionar, e o maior inimigo da compactação é a pressão alta", explicou. Essa estratégia adversária dificultou a marcação e exigiu ajustes, pois "sempre tinha alguém atacando as costas quando a gente pressionava".
Ventura também abordou a importância da gestão de grupo para além das táticas, citando a presença da psicóloga Maíra e a necessidade de tratar os jogadores com empatia e igualdade. Ele mencionou casos de atletas jogando doentes ou com problemas familiares, e como a compreensão e o apoio são cruciais para o desempenho. A ausência de preferidos, exemplificada por jogadores como Willian e Thiago Couto que ganharam espaço, reforça a crença de que "se alguém deixar de agarrar a camisa, todos os jogadores estão preparados". A capacidade de persuadir e inspirar, segundo Ventura, é fundamental para o sucesso, como aprendeu em sua própria trajetória, desde os primeiros passos como treinador até lidar com ídolos do futebol.
Sobre a utilização dos laterais, Ventura explicou que o esquema com três zagueiros "potencializa os atletas", permitindo que ataquem como alas e tenham cobertura. Ele citou Ramon e Cáceres como exemplos de jogadores que se beneficiam dessa liberdade. Apesar de incidentes como o "ímpeto de vencer e pressionar de qualquer maneira" que levou a erros de marcação no primeiro tempo, o técnico elogiou a leveza e a falta de pressão sobre o Mirassol, que superou as expectativas e está no G-4, enquanto o Vitória lutava para não ser o "primeiro rebaixado".
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