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Marinho fatura com meme e conquista respeito no Vitória; entenda a história
Por Redação FutVitória em 30/01/2026 16:23
O retorno de Marinho ao Esporte Clube Vitória vem acompanhado de um status de principal contratação para a temporada de 2026. Contudo, a expectativa sobre seu desempenho em campo nem sempre foi o único fator que capturou a atenção do público. No início de sua trajetória profissional, o atacante se tornou pauta nacional por declarações que, em um dos casos, resultaram em ganho financeiro.
Ascensão e Faturamento Inesperado
Em uma conversa exclusiva com a TV Vitória , o próprio Marinho compartilhou um episódio surpreendente de sua carreira. Ele revelou ter obtido um faturamento de R$ 70 mil com a cessão dos direitos de uso de sua famosa frase "sabia não". A declaração, proferida em 2015 quando defendia o Ceará, surgiu de sua perplexidade ao ser informado de sua suspensão para a partida seguinte da equipe.
"Recebi uma proposta para liberar os direitos da fala, foi R$ 70 mil na época. Tem que fazer dinheiro também, o 'sabia não' tinha que servir para alguma coisa (risos)", declarou o jogador.
Transformação da Imagem Pública
Marinho relata que, embora a popularidade gerada pelo meme "sabia não" tenha sido marcante, a repetição constante da expressão começou a se tornar desgastante. Ele acredita que essa fase também influenciou sua maturidade, uma vez que a declaração viralizou em todo o país, aumentando seu reconhecimento e gerando interações frequentes com fãs, incluindo crianças que o admiravam e solicitavam vídeos com a famosa frase.
Desvinculando-se do Rótulo de "Folclórico"
O jogador reconhece que as declarações espontâneas lhe renderam a alcunha de atleta "folclórico". Diante disso, Marinho empreendeu um esforço consciente para modificar essa percepção, buscando que seu nome fosse associado primordialmente ao seu desempenho em campo. Ele descreve um momento crucial em que decidiu atenuar a imagem ligada ao "sabia não", focando em sua performance. Um exemplo citado é o gol contra o Botafogo, onde ele utilizou a expressão "mini míssil aleatório", que, segundo ele, ajudou a ofuscar o meme anterior.
Em outra ocasião, ao ser questionado por um repórter sobre o nome que daria a um gol, Marinho respondeu de forma enfática: "Isso é trabalho, não vou ficar dando nome para gol porque daqui a pouco vai faltar nome para dar. Muita gente fica me tirando para meme, engraçado, mas eu também trabalho muito."
Estratégia para o Respeito Profissional
O atacante adotou uma estratégia deliberada de reduzir a exposição em entrevistas, concentrando-se em sua produção em campo e na marcação de gols. Essa mudança gradual, segundo ele, foi fundamental para sua evolução profissional. "As coisas passaram a mudar, as pessoas passaram a me respeitar mais, valeu a pena", avaliou Marinho, indicando que a disciplina e o foco em seu trabalho foram recompensados com uma maior consideração.
Origens das Expressões Marcantes
A origem do meme "sabia não" remonta a 2015, durante sua passagem pelo Ceará. Após marcar um gol e ser advertido com cartão amarelo por tirar a camisa na comemoração, Marinho expressou sua surpresa e indignação ao descobrir, na entrevista pós-jogo, que estaria suspenso para a partida seguinte. "Tô fora? Que m****, hein. Não sabia não", disse o jogador.
Já a expressão "mini míssil aleatório" surgiu em 2019, quando Marinho balançou as redes pela primeira vez com a camisa do Santos, em um confronto contra o Botafogo. Após marcar um golaço que garantiu a vitória por 1 a 0 para o Peixe, o jogador batizou seu tento de "mini míssil aleatório".
A trajetória de Marinho demonstra como um atleta pode gerenciar sua imagem pública, transformando momentos de notoriedade midiática em alavancagem para o reconhecimento de seu talento e profissionalismo dentro das quatro linhas.
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