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Elenco do Vitória em 2025: Veja Destaques e Decepções na Série A

Por Redação FutVitória em 31/12/2025 10:24

Protagonistas e Pilares da Permanência Rubro-Negra

O encerramento da Série A de 2025 trouxe um alívio necessário ao torcedor do Vitória, mas a análise individual do elenco revela que a sobrevivência na elite dependeu de nomes específicos que chamaram a responsabilidade. Lucas Halter consolidou-se como a principal figura defensiva, ostentando a braçadeira de capitão e demonstrando uma regularidade incomum. Além da solidez na retaguarda, o zagueiro foi uma arma ofensiva importante, balançando as redes em cinco oportunidades ao longo da competição.

No setor ofensivo, Renato Kayzer terminou o ano como o principal finalizador da equipe, somando nove gols fundamentais na trajetória do clube. Outro nome que ganhou contornos de herói foi Gabriel Baralhas; o volante, além da combatividade característica, marcou o gol que selou matematicamente a permanência do Leão na primeira divisão. Erick também merece destaque pela evolução apresentada, terminando o campeonato como o maior assistente do grupo, com cinco passes para gol, e mostrando utilidade tática ao atuar como ala quando solicitado.

Abaixo, apresentamos os dados dos atletas que lideraram as estatísticas positivas do clube no Campeonato Brasileiro:

Jogador Destaque Estatístico Total
Renato Kayzer Gols marcados 9
Lucas Halter Gols marcados (Zagueiro) 5
Erick Assistências 5

Investimentos Abaixo do Esperado e Queda de Performance

Em contrapartida ao sucesso de alguns, outros jogadores não conseguiram justificar as expectativas ou o investimento realizado pela diretoria. Lucas Braga talvez seja a maior frustração da temporada; com apenas dois gols em 35 exibições, o atacante não terá seu vínculo renovado para o próximo ciclo. Matheuzinho, que ostentava a camisa 10, teve seu rendimento drasticamente prejudicado por lesões sucessivas, perdendo a relevância técnica que se esperava de um articulador.

O meio-campo também apresentou lacunas. Ricardo Ryller viu seus minutos em campo diminuírem gradualmente, enquanto Carlinhos, que chegou com prestígio após empréstimo junto ao Flamengo, não manteve o bom nível das primeiras partidas e terminou o ano em baixa. Pepê foi outro que passou quase despercebido, encerrando sua participação em 2025 sem números expressivos ou atuações que convencessem a comissão técnica de sua utilidade imediata.

A Instabilidade no Comando e a Estrutura de Jair Ventura

A trajetória do Vitória em 2025 foi marcada por uma perigosa rotatividade no banco de reservas. Quatro profissionais diferentes tentaram implementar suas metodologias: Thiago Carpini, Fábio Carille, Rodrigo Chagas e, por fim, Jair Ventura. Essa alternância constante de filosofias dificultou a criação de um padrão de jogo e impediu que o elenco atingisse uma maturidade tática precoce, forçando o time a se reinventar diversas vezes durante a Série A.

Coube a Jair Ventura estabelecer uma base mais sólida na reta final. Durante seus 14 compromissos à frente do Leão, o treinador fixou o esquema com três defensores, utilizando o 5-2-3 como plataforma principal. Essa organização permitiu que o time terminasse o ano com uma escalação reconhecível, formada por Lucas Arcanjo; Raúl Cáceres, Edu, Camutanga, Lucas Halter e Ramon; Gabriel Baralhas e Willian Oliveira; Erick, Aitor Cantalapiedra e Renato Kayzer. É necessário mencionar a segurança transmitida por Thiago Couto, que substituiu Arcanjo com eficiência durante o período de lesão do titular.

Reflexões Sobre o Futuro e Planejamento Esportivo

Embora o objetivo primordial de evitar o descenso tenha sido alcançado, o Vitória atravessou o ano em uma constante instabilidade coletiva. O clube alternou breves lampejos de bom futebol com sequências preocupantes de resultados negativos, expondo a falta de uma identidade clara. A permanência deve ser celebrada, mas o tom da diretoria precisa ser de autocrítica frente aos equívocos cometidos na montagem e gestão do grupo.

As lições de 2025 são evidentes e mostram que o sucesso na elite exige um planejamento mais robusto e menos reativo. Para que o Rubro-Negro deixe de apenas lutar contra o rebaixamento e passe a almejar patamares mais elevados, será fundamental reduzir a troca de treinadores e qualificar o elenco com peças que entreguem maior regularidade. O sentimento final é de alívio, mas a ambição para 2026 demanda uma postura profissional muito mais assertiva.

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